08 Jun

CINOMOSE

Olá, boa tarde!

Hoje escrevo sobre um assunto que há muito não atendia em meu consultório. Não devido a diminuição dos casos em si, mas sim devido a questões sazonais apenas. Hoje vou falar da temida CINOMOSE, assunto batido, bem conhecido, mas ainda hoje extremamente frequente. Com bastante seriedade este é um assunto que precisa ser mais discutido, debatido e principalmente evitado, somente na semana que escrevo este artigo, foram praticamente 20 novos casos atendidos. E, infelizmente, 3 eutanásias já realizadas… Cinomose é complicado!

cinomoseA cinomose é uma doença viral, causado por um Paramyxovirus do gênero Morbilivirus. Embora pareça uma informação pouco importante, essa é a razão para que durante os meses frios do ano, principalmente entre junho e agosto, os casos clínicos de cinomose voltem com força total aos consultórios, as casas e canis. Essa doença é conhecida na Veterinária desde o ano de 1905, quando surgiram os primeiros casos na Ásia.

Em países onde a vacinação polivalente é realizada com regularidade e com adequado acompanhamento técnico esta já é considerada uma doença rara, ao passo que no Brasil, ainda é uma afecção de grande importância clínica e epidemiológica, vitimando milhares de cães todos os anos.

DUAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

1°) É uma doença exclusiva de cães e felinos selvagens! Não existe risco de contágio em seres humanos.

2°) É a segunda doença com maior índice de óbito na veterinária. Perde apenas pra raiva.

Clinicamente, os cães com cinomose apresentam complicações gastrintestinais, respiratórias, dermatológicas, oftalmológicas e neurológicas. Vômito esporádico, diarreia (amarelada a avermelhada, profusa e líquida), redução de apetite e/ou apetite seletivo, são as principais alterações envolvendo o trato gastrintestinal. Os cães com cinomose podem desenvolver tosse, com descarga nasal purulenta e dificuldade de respiração. Olhos podem manifestar comprometimento pela formação de úlceras de córnea e secreção ocular abundante, ao passo que a pele e os coxins poderão manifestar aspecto mais grosseiro, com descamação e formação de pápulas.

No entanto, nenhum outro trato é tão acometido e potencialmente danificado quanto o sistema neurológico. Os cães podem manifestar mioclonias (espécie de tique nervoso), paraparesia dos membros pélvicos (arrastar as pernas, perder o jogo das pernas), convulsões seriadas, alterações de temperamento, cegueira súbita, choro noturno e até mesmo evoluir ao coma. São esses sinais que dificultam o tratamento e muitas vezes impedem a adequada resposta terapêutica, levando assim os cães ao óbito ou até mesmo a escolha pela eutanásia.

Quanto a epidemiologia, os cães jovens, idosos e os não vacinados, constituem os principais indivíduos acometidos pela infecção. No entanto, qualquer cão, em qualquer fase da vida, pode ser infectado. Isso vale principalmente para os cães adultos, que não recebem a imunização de reforço há mais de 1 ano.

Aos cães jovens que encontram-se no processo de imunização, cabe lembrar que os mesmos não devem ser expostos ao contato com as ruas, com outros cães, banho e tosa, petshops e casas de ração, enquanto não tiverem imunidade plena em alto nível. Esse patamar somente será atingido cerca de 21 dias após a última dose da vacina polivalente.

Uma vez diagnosticado com cinomose, cada paciente recebe tratamento individualizado, dependendo dos sistemas orgânicos afetados, estado de imunização e ao risco de sequelas neurológicas. Na minha rotina, frequentemente lanço mão de soros hiperimunes específicos, vacinas monovalentes, antivirais sistêmicos, vitaminas do complexo B, vitamina C e E. Claro, conforme cada situação o tratamento é devidamente ajustado.

A profilaxia se baseia no uso de vacinas polivalentes de boa qualidade! É necessário a certificação internacional do produto, bem como a adequada conservação, aplicação estéril e exame clínico prévio à vacinação. Caso seu cão tenha tido risco de exposição e encontra-se com a vacinação atrasada, a melhor opção é a administração de Soroglobulin®.

Aos raros pacientes que venceram a cinomose, a excreção viral se mantem ativa na urina por pelo menos 4 meses e o vírus é resistente aos fatores ambientais por pelo menos 6 meses.

Enfim, cinomose não é brincadeira! Conforme mencionado, é a segunda doença com maior índice de óbito na medicina veterinária, vitimando 9 de cada 10 cães infectados. Desta forma, assim como eu já fiz em casa, sugiro que você avalie o cartão de vacinas do seu melhor amigo… Prevenir sempre é mais fácil, barato e eficiente.

Qualquer dúvida, estou a disposição.

Grande abraço.

dr-thiago veterinario bh

Dr. Thiago Prates Pereira

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Qualquer dúvida, conte comigo! Grande abraço.

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