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11 Out

Dermatofitose

Olá, boa tarde! Depois de um bom tempo, consegui uma folga na agenda para voltar a escrever para o Blog. A verdade é que há tempos o assunto de hoje me intrigava, me deixava preocupado pela grande incidência de novos casos à rotina. Estou falando de dermatofitose!

A dermatofitose consiste de uma doença de pele provocada por fungos, os quais apresentam a capacidade de destruir a queratina presente nos pelos e unhas, motivo pelo qual levam a infecções superficiais de pele. Os agentes são diversos, são numerados pelo menos 20 agentes distintos. O importante saber é que eles podem estar dispersos no ambiente (solo, terra e gramas), nos animais (roedores e comumente os gatos, cerca de 90% dos felinos podem albergar o fungo sem manifestação de doença) e ainda há as espécies antropofílicas, com grande capacidade de infectar os seres humanos.

  • A principal causa de infecção é por meio do contato direto e/ou indireto com os gatos domésticos.

Em geral, a dermatofitose se manifesta em animais jovens, com menos de 1 ano de vida, e em animais com sistema imunológico comprometido, como animais em períodos de estresse, doenças crônicas, uso de corticoides e outros. Mas, de um modo geral, qualquer animal pode ser infectado uma vez que entre em contato direto com o fungo.

Climas tropicais como o nosso, onde há elevada temperatura e alta umidade, é observado maior casuística da doença. Talvez por essa razão, notavelmente tenho observado aumento no número de novos casos, uma vez que vivemos uma primavera quente com discreta precipitação pluviométrica.

O período de incubação da doença pode variar de 1 a 3 semanas, após este período os animais acometidos geralmente manifestam perda de pelos, crostas e descamações, vermelhidão de pele, ARRANCHAMENTO FÁCIL DOS PELOS, QUEDA DE PELOS SEVERA, coceira discreta e granulomas dermatofílicos (pouco comum). A coceira ocorre de forma secundária, após infecção e queda de pelos espontânea, manifestada por coceira moderada e com boa resposta ao uso de antibióticos e anti-histamínicos.

Em gatos de pelos longos, como o Persa, Himalaio, Angorá, o principal sinal são os pelos quebradiços, onde é nítido a falta de uniformidade dos pelos.

O diagnóstico inicia pelos sinais clínicos acima listados, onde qualquer queda de pelo exagerada, falta de pelos em uma determinada região e até mesmo uma coceira discreta, deverão ser adequadamente pesquisadas. Na minha rotina, geralmente faço uso da Lâmpada de Wood. Consiste de um instrumento de avaliação que emite luz ultravioleta que é capaz de reagir ao triptofano produzido por algumas espécies de fungos, levando a manifestação de coloração esverdeada na pele investigada.

Para a conclusão do diagnóstico, é necessário remover um pouco dos pelos afetados e solicitar a realização de um TRICOGRAMA. Exame que faz a investigação de hifas hialinas ou de artroconídeos sobre os pelos, que permite atribuir o diagnóstico definitivo da infecção.

O padrão ouro para o diagnóstico da doença trata-se da cultura micológica, onde após alguns dias de cultivo dentro do laboratório é evidenciado qual o tipo de fungo responsável pela infecção. Embora seja o exame mais completo e mais seguro, geralmente leva pelo menos 10 dias para que seja executado, tornando a técnica bem laboriosa, onerosa e pouco útil à rotina.

Uma vez atribuído o diagnóstico, o tratamento deverá ser realizado de forma sistêmica e tópica. A terapia tópica é imprescindível para evitar a disseminação ambiental, contaminação de seres humanos e de outros animais. Na minha rotina, faço uso de shampoos manipulados específicos a cada situação, na frequência de 1 a 2 banhos semanais. A terapia sistêmica é baseada no uso de antifúngicos orais. Atualmente, existem poucos fármacos disponíveis para a resolução da infecção, necessitando de clareza, compromisso, segurança e dedicação ao longo de todo o tratamento. Outro aspecto importante consiste na alta médica, devendo ser realizado após minuciosos exames clínicos e laboratoriais, afim de evitar infecções recorrentes e com maiores dificuldades de tratamento.

Na minha experiência e prática veterinária, a alta somente é atribuída após dois tricogramas negativos, com intervalo de duas semanas entre os mesmo. Além disso, mantenho o tratamento por mais duas semanas após o último exame negativo. Fungo é sempre complicado hehehehee.

Por fim, cabe salientar o risco da infecção nos seres humanos. Nos casos em que há algum pet diagnosticado com dermatofitose, e os humanos contactantes manifestem lesões de pele, de aspecto arredondado e pruriginoso (com coceira) é altamente recomendado procurar ajuda de dermatologista.

Por fim, é apenas isso meus amigos. Vamos ficar de olho e evitar mais esse problema em casa.

Ficou alguma dúvida? Tem alguma sugestão? Espero que sim!
Precisando me mande um email.: thiagopratespereira@gmail.com

Fraterno abraço.

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Dr. Thiago Prates Pereira

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