08 Mai

Por que evitar carrapato no meu cão? Segunda parte

Olá, bom dia! Hoje escrevo a segunda parte sobre a importância em eliminarmos os carrapatos dos nossos cães, na qual abordarei sobre a Babesiose. Lembrando, existem mais uma infinidade de doenças… hepatozoonose, rangeliose, anaplasmose, febre maculosa. Enfim, é possível escrever um livro somente sobre essas doenças. Mas aqui, priorizamos o que ocorre na nossa região com elevada frequência… ou seja, BABESIOSE E ERLIQUIOSE!

Frequentemente meus clientes me perguntam… “Dr. É babesia? E erliquia?”

A babesiose é de grande importância para a saúde dos nossos cães, visto que a sua ocorrência é tão elevada quanto a erliquiose, no entanto, a babesiose possui aspectos clínicos diferentes…. bem diferentes na verdade.

Para começarmos, a babesia é uma espécie de protozoário, seria um agente etiológico semelhante a leishmaniose e a doença de chagas, ao passo que a erliquiose é uma infecção bacteriana. Por ser um protozoário a babesia possui uma grande adaptação a espécie canina, causando infecções crônicas, prolongadas, latentes e com alto potencial de se manter incubadas nesta espécie. Isso significa que um cão diagnosticado por babesia poderá apresentar novos quadros de doença ao longo da vida, principalmente quando houver episódios de estresse, jejum prolongado, dor crônica e uso de corticoides.

Como falamos no último artigo (http://comercialmundoanimal.com.br/blog/por-que-evitar-carrapato/), a babesia também é transmitida pela picada do carrapato marrom do cão. A transmissão ocorre entre 4 a 8 horas após a fixação do carrapato. Além desta forma, a transfusão sanguínea e a mordida de cães também são potenciais transmissores de babesiose. A literatura americana aponta que os cães da raça American Pit bullTerrier são os indivíduos mais susceptíveis a estas infecções e já foi demonstrada a transmissão após a briga de cães naquele país. Embora não tenhamos dados nacionais a respeito disso, cabe um pouco de atenção nesse quesito, seja em prol do bem estar desta raça, como bem em investigações futuras após eventuais brigas de cães.

Clinicamente, cães infectados pela babesia podem apresentar vários sintomas, sendo os principais:

Palidez de mucosas

Figura 01 – Palidez de mucosas. Imagem ilustrativa

 

  • Palidez de mucosas (fig. 1) – mucosas pálidas, indicando anemia hemolítica severa. De acordo com a situação, os pacientes nesse estágio necessitam de transfusão sanguínea!

 

 

Icterícia

Figura 02 – Icterícia. Imagem ilustrativa

 

  • Icterícia (fig. 2) –É provocada pela intensa morte de eritrócitos, as células vermelhas do sangue, levando ao acumulo de bilirrubina no sangue e a consequente amarelidão no organismo.

 

Bilirrubinúria

Figura 03 – Bilirrubinúria. Imagem ilustrativa

 

  • Bilirrubinúria (fig. 3) – costumamos chamar de urina de coca-cola! A cor é parecida e também indica morte acentuada de células vermelhas pela babesia.

 

 

barriga d’água no cão

Figura 04 – barriga d’água. Imagem ilustrativa

  • Outros sinais de importância são a perda de peso, redução de apetite, taquicardia, depressão, prostração e ascite (barriga d’água).  (fig. 4)

Para o diagnóstico, é necessária a avaliação completa do paciente e alguns exames de sangue específicos. Em geral, a minha conduta médica é a solicitação de hemograma completo, avaliação de função renal e teste sorológico específico.

Quanto ao tratamento, este é extremamente variável. De acordo com o estado clínico do paciente, pode variar desde uma simples prescrição para ser administrada em casa, até a internação por várias semanas, com a necessidade de transfusões sanguíneas e outros cuidados.

Portanto, friso que meu objetivo com este texto é atentar a IMPORTÂNCIA DE EVITAR A INFECÇÃO POR CARRAPATOS NOS NOSSOS CÃES. É uma maneira simples, barata e eficiente de evitar mais esse problema que atinge milhares de animais todos os anos na nossa Belo Horizonte.

Evitar carrapatos em casa é super simples. São três passos que irão garantir a ausência desde parasita na tua casa.

  1. Limpeza ambiental: Remover folhas, restos biológicos e outras sujeiras; Uso semanal de desinfetante apropriado, como eliminador de odores a base de citronela.
  2. Evitar acesso de cães errantes, pombos e outros animais. Uma vez que um animal infestado adentre ou tenha acesso a próximo ao seu domicilio, com grande probabilidade seu ambiente será contaminado com ovos, larvas ou até mesmo espécies adultas de carrapato.
  3. Proteção frequente no seu cão: O uso de medicações específicas que atuam na corrente sanguínea do cão levará a uma proteção eficiente e duradoura, mantendo-o livre de carrapatos e assim ajudando a evitar a infestação do ambiente, independentemente do quão exposto será o cão aos carrapatos. Sugiro o uso do Bravecto ou do Nexgard nesse quesito.

Enfim, tentei explanar um pouquinho sobre o tema… ainda há muita coisa que pode ser abordada, bem como uma infinidade de outras doenças. De qualquer modo, espero que este texto possa ter contribuído um pouco sobre o entendimento do quão é necessário evitar os temidos carrapatos.

Ficou alguma dúvida? Tem alguma sugestão? Espero que sim!

Precisando me mande um email (thiagopratespereira@gmail.com).

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Fraterno abraço.

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Dr. Thiago Prates Pereira

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  Dr. Thiago Prates Pereira

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Qualquer dúvida, conte comigo! Grande abraço.

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