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01 Ago

O que é Leishmaniose?

Olá, hoje escrevo essa matéria com a intenção de ajudar uma série de tutores que passam por isso, já passaram ou ainda para aqueles que pretendem apenas evitar o problema. Hoje, vamos falar de LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA.

Eu sou o Dr. Thiago Prates Pereira, médico veterinário, atuo na clínica de pequenos animais, e rotineiramente leishmaniose é um problema sério para toda a comunidade da grande Belo Horizonte. Minha intenção é lhe proporcionar um texto rápido, fácil e coeso. Mas, caso surjam dúvidas (e eu espero que sim, tomara que elas venham), estou disponibilizando meus contatos no final do texto para que você possa falar comigo diretamente.

Então, vamos lá!

leishmaniose bhA Leishmaniose é uma doença infecciosa, causada pelo agente Leishmaniainfantum. A transmissão ocorre pela picada de mosquito contaminado (Lutzomyalongipalpis), conhecido popularmente como mosquito palha ou mosquito birigui.

A doença pode manifestar-se nos cães de diversas formas e com vários sintomas diferentes, por isso é importante você entender alguns conceitos técnicos que vou lhe explicar agora. Os cães afetados pela leishmaniose são categorizados em três situações: Polissintomáticos, oligossintomáticos e assintomáticos.

Polissintomáticos são aqueles cães que apresentam mais de 5 sintomas de leishmaniose, como por exemplo: onicogrifose (unhas grandes), alopecia (perda de pelos), caquexia (magreza severa), secreção ocular, perda de pelos ao redor dos olhos, lesão na margem das orelhas (bem nas pontas), vômito, diarreia, anorexia (jejum prolongado), seborreia seca (cascas brancas) … Enfim, apresentando 5 dos sintomas acima o cão será considerado polissintomático para leishmaniose visceral canina. IMPORTANTE – de cada 10 cães afetados apenas 2 encontram-se neste estágio!

Já os animais oligossintomáticos apresentam de 1 a 3 sintomas de leishmaniose. Neste caso, cães com perda de pelo, perda de peso e seborreia seca já deveriam ser avaliados por um médico veterinário.

E, finalmente os animais assintomáticos. Neste caso, os cães não possuem NENHUM sintoma de leishmaniose. Isso mesmo, nenhum sintoma. O cão pode estar muito bem, gordinho, correndo bem, comendo bem, tudo 100%. Mas, mesmo assim é importante ser avaliado e caso a doença seja descartada, medidas de prevenção deverão ser adotadas. IMPORTANTE – de cada 10 cães com leishmaniose 5 estão nessa categoria, ou seja, 50% DOS ANIMAIS COM LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA NÃO POSSUEM NENHUM SINTOMA DA DOENÇA!

Devido à grande variabilidade dos sintomas e ao alto risco de infecção que os cães possuem quando residem na grande Belo horizonte, hoje estima-se que o risco de infecção é de 60%, todos os animais devem ser submetidos a avaliação veterinária e medidas de prevenção deverão ser adotadas.

As formas de prevenção são diversas, passando pelos cuidados em casa, cuidados com os cães e cuidados com a exposição.

Com medidas simples na sua casa você poderá evitar a leishmaniose. A intenção é evitar material orgânico exposto a decomposição, pois são nestes materiais que o mosquito irá se desenvolver. Então, recolha as fezes do seu cão diariamente, ensaque bem o lixo, retire folhas secas e outros materiais do seu quintal ou jardim. Caso tenha espaço plante citronela no quintal, esta planta repele com muita eficiência o mosquito da leishmaniose.

Já os cães podem ser submetidos a vacinação contra leishmaniose, a qual possui alta eficiência e garantia comprovada pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Embora seja a melhor conduta de prevenção, outras medidas no seu cão também poderão evitar a leishmaniose, como o uso de coleiras repelentes a base de deltametrina (scalibor®, Leevre® ou seresto®), borrifar citronela no pelame do cão diariamente e evitar passeios após as 17h, visto que o mosquito possui hábitos crepusculares, ou seja, no final da tarde e começo da noite existe maior risco de picada.

Entretanto, caso o seu melhor amigo já esteja doente, gostaria de lhe dizer que há luz no fim do túnel. Hoje, é possível controlar bem a doença! Com o uso de medicações apropriadas conseguimos evitar os riscos de transmissão da doença, evitar as principais complicações e melhorar muito a qualidade de vida do seu cão. Veja bem, boa parte dos cães bem tratados poderão levar uma vida normal como se nunca tivessem tido esta temida doença. Portanto, caso você se encontre nesse grupo, agende uma consulta com seu Veterinário de confiança, tenho certeza que com uma boa avaliação e tomando as precauções adequadas seu melhor amigo poderá viver muito bem!

Enfim, existe mais um mundo de informações sobre leishmaniose, poderíamos escrever um livro inteiro sobre o tema. Mas, tenho certeza que absorvendo um pouquinho do texto aqui, você poderá ter uma nova concepção a respeito de Leishmaniose.

Qualquer dúvida, estou à disposição.

Grande abraço.

dr-thiago veterinario bh

Dr. Thiago Prates Pereira

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  Dr. Thiago Prates Pereira

  Médico Veterinário – CRMV-MG: 16.002
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Qualquer dúvida, conte comigo! Grande abraço.

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